A casa própria é o sonho de milhões de pessoas que desejam ter um lugar aconchegante para chamar de lar. Saber como comprar um apartamento ou imóvel que atenda às necessidades da família com segurança, conforto e preço bom, no entanto, nem sempre é uma tarefa fácil. São necessárias muita dedicação e pesquisa por parte do comprador.

Neste artigo vamos falar sobre a importância de acertar na escolha do seu apartamento. Também daremos dicas sobre o que deve ser levado em consideração na hora de fechar negócio. Afinal de contas, a compra de um imóvel envolve os sonhos e esperanças de toda a família. Se você quiser saber mais sobre o assunto e se orientar para fazer uma boa aquisição, continue a leitura. Na hora de encontrar o “apartamento dos sonhos”, adote medidas como as que apresentaremos abaixo.

1. Faça uma análise das necessidades da sua família

Cada estrutura familiar tem necessidades específicas. Por isso, é preciso ponderar com atenção na hora de escolher o apartamento ideal. Pessoas mais idosas ou casais com crianças recém-nascidas devem dar preferência para locais mais tranquilos e com boa estrutura.

Já pessoas solteiras e mais jovens tendem a preferir bairros mais agitados e com várias opções de lazer. Seja qual for o perfil, o importante é estar atento para fazer um bom negócio e ficar satisfeito com a nova conquista. Resumidamente, podemos dizer: pesquise a vizinhança para evitar possíveis dores de cabeça.

Diante da expansão urbana e grande quantidade de novos empreendimentos, cada vez mais pessoas têm optado por comprar um apartamento. Isso se deve a fatores diversos como segurança, opções de lazer e custos menores, devido aos serviços oferecidos pelo condomínio.

Encontrar o imóvel dos sonhos é um desafio que precisa ser encarado com realismo e compromisso por parte do comprador. Isso porque essa compra apresenta alto valor de mercado, ou seja, a dívida será de longo prazo. Além disso, ainda existem gastos com documentação e taxas, sem falar de outras burocracias que precisam ser consideradas.

Entre as grandes vantagens de ter seu apartamento próprio está a possibilidade de uma vida com mais privacidade, em que as regras serão definidas de acordo com a personalidade do dono, sem interferências externas ou imposições desnecessárias. Além, é claro, de uma decoração incrível.

Porém, como nem tudo são flores, é preciso ter em mente que comprar um imóvel é processo que envolve responsabilidades e esforço financeiro e mental.

O fator emocional é um ponto importante, uma vez que uma escolha errada pode trazer não só prejuízos financeiros, mas também frustrações que demoram a serem resolvidas.

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2. Faça uma análise da sua situação financeira

O primeiro passo para comprar o seu apartamento é se organizar financeiramente. Isso pode ser feito a partir de um planejamento alinhado e realista porque, mais do que apenas sonhar com o imóvel, é preciso traçar uma estratégia com metas alcançáveis. Assim você conseguirá concretizar seu objetivo.

O ideal é colocar as contas em ordem. O primeiro passo é fazer o levantamento de todos os gastos e ganhos. Se tiver família, é importante levar as despesas dos demais integrantes em conta também. Depois disso, o ideal é identificar quais gastos e despesas são realmente necessários. E o que pode ser diminuído ou até mesmo cortado do orçamento mensal.

Quanto mais enxutas e controladas forem as despesas da família, mais dinheiro vai sobrar no fim do mês para fazer uma poupança destinada à compra do novo apartamento. Para atingir com sucesso as metas estabelecidas, vale investir em educação financeira, inclusive para crianças, caso a família tenha.

O comprometimento de todos os familiares é essencial e fará a diferença na hora de economizar. Por isso, a dica é evitar compras por impulso, assim como prestações que apresentam altos índices de juros.

Também é indicado manter a disciplina e anotar todos os gastos com seriedade e sinceridade. Se em um mês a meta não for atingida, ela pode ser compensada em outro, desde que tudo seja devidamente combinado.

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3. Faça uma análise da região para definir onde comprar o apartamento

A região onde o imóvel está localizado é um ponto muito importante a ser considerado. Então, ao fazer a sua escolha, pesquise dados relacionados à localidade, infraestrutura oferecida, índices de criminalidade e acesso às áreas importantes da cidade.

Um imóvel bem localizado pode até ter um valor mais elevado. Porém, caso haja necessidade ou vontade de realizar a troca de residência, sua valorização aumentará. Esses tópicos incrementam as chances de um bom negócio.

Nesse caso, uma boa dica é pesquisar sobre os bairros vizinhos e conversar com moradores que possam oferecer informações relevantes. Isso ajudará na hora de definir se aquele bairro atende às necessidades do comprador e sua família.

Outro ponto importante é pensar nos planos futuros. Por exemplo, um casal recém-casado precisa pensar em um imóvel preparado para receber os possíveis filhos.

4. Achou o apartamento ideal para comprar? Agora é hora de identificar a melhor condição

Se depois de muito pesquisar, comparar e pensar com carinho, você finalmente encontrou o apartamento dos seus sonhos, é o momento de começar a se organizar efetivamente para fazer a compra. Para isso, no entanto, é preciso definir qual será a forma de pagamento escolhida.

Na maioria dos casos, o comprador opta pelo financiamento, que apresenta características e taxas de acordo com a instituição contratada. Se você está considerando financiar o seu apartamento, veja abaixo as dicas para fazer um bom negócio.

4.1. Antes de analisar o financiamento, pesquise sobre taxa de evolução de obra

Comprar um imóvel na planta é uma opção interessante para quem tem não está com pressa. Nesse caso, o valor total do imóvel costuma ser menor se comparado com o apartamento já pronto. Muitas construtoras apresentam, ainda, outras vantagens como a possibilidade de parcelamento do valor da entrada e, até, descontos ou gratuidade na documentação exigida.

Se por um lado essa é uma boa opção, por outro, porém, as taxas cobradas durante a evolução da obra — popularmente conhecidas como juros de obra — podem gerar um gasto a mais. Principalmente se houver atrasos na execução do projeto. Para explicar podemos entender a taxa e evolução como um valor pago pelo comprador até que o imóvel fique pronto.

Ele corresponde a um percentual do valor total da futura parcela, sendo que seu pagamento não é reduzido do montante da dívida. Ou seja, a cobrança do valor financiado começa no mês subsequente da assinatura do contrato.

Porém, o valor pago para a aquisição do imóvel só começa a ser quitado pelo comprador a partir da data de entrega para a liberação dos procedimentos e documentações legais envolvidas e obrigatórias.

4.2. Pesquise sobre os modelos de financiamento

Existem modelos diferentes de financiamento, por isso, é fundamental que o comprador esteja atento e analise quais das alternativas disponíveis no mercado é a mais vantajosa no momento da compra. Entre os principais tipos de financiamentos encontrados estão:

  • sistema de amortização constante — SAC. Nessa modalidade os juros são amortizados de forma constante ao longo do tempo de contrato. Isso faz com que as primeiras parcelas tenham valores mais altos e diminuam com o tempo.
  • tabela Price: mantém o valor fixo nas prestações do financiamento. Com isso não há variações no valor do boleto emitido todo mês.
  • sistema de amortização crescente: nesse sistema o valor da parcela é crescente durante determinado período de vigência do contrato (geralmente por volta da metade). Depois desse período, ela passa a diminuir gradativamente, até o encerramento da dívida.

4.3. Informe-se sobre o valor de entrada

O valor da entrada deve ser planejado logo no começo do projeto de compra do novo apartamento. Afinal, a maioria dos contratos exige o pagamento de uma porcentagem do valor do imóvel para aprovação do financiamento.

Quanto maior o valor de entrada, melhor será seu poder de negociação ao fechar negócio. Isso pode favorecer, inclusive, na definição das taxas de juros cobradas pelos bancos.

O ideal é estipular um valor mensal e, com disciplina, reservar o total estabelecido para a finalidade desejada. Uma boa entrada também influencia na aprovação de financiamentos mais altos, assim como em uma parcela mais baixa. Por esses motivos, o esforço é sempre válido na hora de concretizar esse desejo tão importante.

4.4. Avalie a possibilidade de utilizar o seu FGTS

O FGTS — Fundo de Garantia por Tempo de Serviço — pode ser usado como forma de pagamento do financiamento da casa própria. Ele pode ser usado tanto como valor de entrada quanto para amortizar o valor da dívida ao longo dos anos.

Para fazer uso do saldo disponível, é preciso seguir as exigências da Caixa e solicitar o saque parcial ou integral da quantia disponível.

4.5. Valor das parcelas e prazo de financiamento

O valor das parcelas do financiamento precisa, necessariamente, ser compatível com os rendimentos mensais do comprador. No geral, a quantia não pode ultrapassar o limite de 30% da renda disponível, evitando o comprometimento excessivo do orçamento.

Outro ponto relevante é atentar ao prazo vigente no contrato do financiamento, a fim de estabelecer um prazo confortável para pagamento, em que seja possível quitar o compromisso assumido todo mês, mas, ao mesmo tempo, conseguir uma boa taxa de juros.

Essa questão merece atenção pois, caso ocorra atrasos nos pagamentos das prestações, a cobrança de juros é alta. Ela pode gerar o efeito de “bola de neve” que impossibilita a quitação e, em último, caso pode ocasionar a perda do imóvel.

4.6. Pesquise sobre várias instituições financeiras

Existem diversas instituições financeiras que oferecem o financiamento habitacional. Por isso, é indicado que o comprador pesquise todas as opções disponíveis. Também vale comparar os preços, condições e taxas de cada uma. A partir dessas informações é possível tomar a melhor decisão e, até mesmo, negociar melhores propostas.

Essa é uma compra de alto valor, por isso o indicado é analisar com calma e não fechar negócio logo de início. Como cada banco tem sua própria política de aprovação, as diferenças de taxas e demais cobranças podem significar gastos maiores ou economia, dependendo da negociação que comprador conseguir estabelecer.

4.7. Analise as taxas de juros

No Brasil as taxas de juros são altas para qualquer compra de longo prazo. Por isso, é necessário analisar com atenção as taxas oferecidas de acordo com cada instituição e escolher a que oferecer mais benefícios. O ideal é buscar as opções mais atrativas e com taxas que se encaixem no orçamento.

As diferentes taxas de juros cobradas podem significar uma dívida bem maior do que o valor financiado. Então, é necessário pesquisar e comparar com cautela o que cada banco oferece. Existem linhas de crédito habitacional com juros reduzidos, como pelo Programa Governamental Minha Casa Minha Vida (MCMV), em que as condições são facilitadas por incentivos, taxas de juros especiais e, até mesmo, subsídios do Governo.

O programa é permitido para famílias com renda de até R$ 7.000,00 e pode ser usado na compra de imóveis em áreas urbanas e rurais. Muitas construtoras constroem apartamentos a partir do MCMV, tornando-se uma alternativa viável para a compra do seu imóvel.

4.8. Separe uma quantia para despesas relacionadas a impostos e taxas

Além do dinheiro da entrada e da prestação, é preciso considerar o valor da documentação, taxas e impostos. Eles variam de acordo com o local que o imóvel se encontra e podem chegar até 4% do valor total da propriedade. Estar informado sobre esse valor a mais é importante para evitar ser pego de surpresa, o que pode dificultar a concretização do negócio.

Para quem está passando pelo processo de aquisição do primeiro imóvel, existem descontos na documentação e registro da residência, por isso é relevante se informar bem, a fim de conseguir se beneficiar e economizar nesses gastos. Também existem construtoras que oferecem documentação grátis para a compra de apartamentos ainda na planta — o melhor caminho é pesquisar.

5. Pesquise sobre consórcio de imóveis antes de comprar um apartamento financiado

O consórcio imobiliário é uma boa opção para quem deseja comprar um imóvel, mas não tem urgência nessa aquisição. Isso porque, o consórcio é uma modalidade de compra na qual um grupo de pessoas se unem com o objetivo comum de adquirir determinado bem ou serviço. Os exemplos mais comuns são casa, carro, terreno, viagem, reforma, apartamento etc..

Todos os integrantes pagam mensalmente uma quantia pré-definida, que será usada para que a cada mês um membro compre o bem. Antes de fechar negócio, no entanto, é indicado que o comprador tenha certas precauções.

Estar bem informado é uma condição indispensável para a realização de qualquer negócio. Portanto, com o consórcio imobiliário não é diferente. Existe muito material informativo disponível em sites, revistas, catálogos e sites de empresas que oferecem o serviço. Então, o indicado é se informar e esclarecer todas as dúvidas que possam aparecer.

Outra dica é comparar as condições oferecidas e buscar por empresas que atendam completamente às necessidades do comprador. E que estejam de acordo com o planejamento financeiro definido. Para isso, não existe outro modo a não ser dedicar um tempo para estudar e conhecer melhor as empresas que se destacam não só pelos menores preços e taxas mas, também, pela credibilidade em seu mercado de atuação.

5.1. Entenda como funciona o consórcio de imóveis

O consórcio pode ser entendido como um grupo de compra, formado por diversas pessoas que se unem e pagam um valor mensal. A cada mês, um membro do grupo é sorteado e contemplado com uma carta de crédito.

É preciso compreender o funcionamento dessa modalidade, uma vez que, apesar de oferecer vantagens, como isenção de taxa de juros, o consórcio não é uma opção interessante para quem precisa do bem com urgência. Isso porque não há garantia sobre quando o consorciado será contemplado. Seja por sorteio ou mediante a oferta de lance, não se pode assegurar que o consorciado será o contemplado do mês. Então, ao optar pelo consórcio, é necessário estar ciente que a contemplação pode acontecer em qualquer momento entre o primeiro e o último mês do grupo.

Já para quem não tem pressa ou está em busca de uma boa opção de investimento, o consórcio é excelente. Algumas vantagens são parcelas menores, inexistência de taxas de juros, segurança na aquisição do bem ou serviço e a diversidade de produtos oferecidos, entre outros fatores.

5.2. Analise as formas de contemplação

No geral, a contemplação no consórcio acontece por meio de sorteios mensais. Todas as cotas participam, porém, quem tem urgência para realizar a compra, pode ofertar lance.

O lance é uma oferta correspondente a uma porcentagem do valor da carta de crédito, a fim de agilizar a aquisição do bem. Nesse caso, será contemplado quem oferecer o maior valor, desde que o fundo comum disponível seja suficiente para a cobrir a sua carta de crédito.

Além dos lances livres, os grupos também podem estabelecer um lance fixo, determinando um valor mínimo e máximo para o lance.

5.3. Avalie a reputação do banco ou administradora de consórcio

Mais uma vez a dica é se manter bem informado. Existem muitas empresas que oferecem o consórcio imobiliário como opção de compra de um apartamento, porém, antes de fechar negócio, é essencial que o comprador se informe sobre a credibilidade da empresa e há quanto tempo ela atua no setor.

Geralmente, os contratos de imóveis têm prazo longo, o que faz com que os riscos devam ser ponderados com calma e discernimento. Para se certificar de que a empresa é confiável, consulte amigos, parentes e demais pessoas que tenham feito negócios com a organização.

Também é indicado consultar sites específicos de reclamação dos clientes e acompanhar as redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter etc.). São esses os canais escolhidos pelos compradores para apontar possíveis problemas ou pontos negativos em suas experiências com a empresa.

5.4. Cuidado para não contratar uma empresa com uma taxa de administração muito alta

As administradoras de consórcio cobram taxas de adminitração para gerenciar os grupos. Diante disso, é necessário que o comprador fique atento e compare os valores das taxas cobradas, a fim de optar por empresas que ofereçam valores mais atrativos possíveis.

5.5. Negocie a melhor condição possível

Pode parecer uma dica básica, mas é sempre importante ressaltar que é preciso negociar para encontrar o melhor negócio. Afinal, depois de tanto trabalho, planejamento, esforço e dedicação para realizar o sonho de ter o próprio apartamento, nada melhor do que conseguir um preço e condições à altura desse momento tão importante.

Nesse ponto a organização é essencial. Uma vez que comprador se programou, é bem provável que tenha feito comparações capazes de aumentar seu poder de argumentação e garantir informações para uma negociação muito mais vantajosa. Quanto mais conhecimento o interessado tiver, melhores serão as condições oferecidas pelo banco ou instituição financeira.

Para finalizar, a dica é ficar de olho em promoções sazonais. Nelas, as empresas podem oferecer condições e prazos especiais para a aquisição de seu imóvel. Com disciplina e empenho, esse desejo certamente pode se concretizar.

E aí, pronto para pesquisar, encontrar e adquirir seu novo lar? Agora que você já conferiu nosso artigo, sabe como comprar um apartamento dentro das suas expectativas e necessidades, pode avaliar quais opções disponíveis são mais vantajosas e fazer a melhor escolha possível. A realização de um sonho tão importante deve ser comemorada com em grande estilo.

Experimente fazer uma simulação de consórcio e veja se é o ideal para você.

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