Muitos sonham em comprar a sua casa própria. No entanto, quando pensam nos juros do financiamento, na burocracia e, principalmente, no tamanho da entrada, é comum o desânimo bater. Pois é exatamente aí que entra a vantagem de se contratar um consórcio de imóveis, afinal, trata-se de uma opção totalmente segura de pagamento, ideal para aqueles que não têm condições de fazer a aquisição à vista.

O consórcio de imóveis é uma excelente opção para a aquisição de bens.

Com prestações mais baixas, pois essa modalidade não tem juros, e sem a burocracia dos bancos, sido a solução perfeita para quem não tem pressa. Ou seja: planejamento é a palavra-chave!

Além disso, o consórcio é uma alternativa extremamente acessível, porém é importante tomar alguns cuidados para que o cotista não saia em desvantagem e acabe se complicando.

Quer saber quais são esses cuidados? Então, continue acompanhando e confira!

1. Conhecer bem a empresa

Antes de qualquer coisa, é necessário tomar certos cuidados na hora de escolher a administradora do consórcio. O cuidado mais importante é se certificar de que a empresa está registrada no Banco Central do Brasil.

É o Banco Central que fiscaliza todas as atividades das instituições registradas. Esse cuidado vai evitar que você participe de consórcios fraudulentos ou, até mesmo, inexistentes.

Além disso, é preciso verificar também a existência ou a quantidade de reclamações sobre a administradora.

Você pode fazer isso no site do Procon ou em outros sites que são especializados nesse tipo de serviço. Assim, haverá um parâmetro no momento de escolher com qual administradora vai contratar o seu consórcio.

2. Avaliar a disponibilidade financeira de fazer um consórcio de imóveis

Para conquistar uma carta de crédito, o consorciado precisa honrar com os seus compromissos financeiros. Para tanto, é necessário fazer o pagamento das parcelas sempre em dia.

Elas contemplam os reajustes anuais, a taxa de administração do serviço e, às vezes, um valor destinado a um seguro para cobrir inadimplências ou ao fundo de reserva.

Elabore uma planilha de gastos com todas as suas rendas e os seus custos fixos. Caso sobre o suficiente para quitar as mensalidades, você pode assinar o contrato sem medo.

Apesar de o consórcio ser animador, é fundamental que você não exagere no valor das parcelas. Certamente isso vai diminuir o tempo de contrato, no entanto, pode comprometer o seu orçamento.

O segredo é colocar tudo na ponta do lápis e ter paciência. Além disso, tendo um bom planejamento, será possível pagar as parcelas e ainda criar uma poupança para o lance. Assim, antes que você pense, poderá usar a sua carta de crédito para adquirir a sua tão sonhada casa.

3. Saber se consegue esperar até a contemplação

O consórcio não deixa de ser um investimento de longo prazo. Logo, não há nenhuma garantia de aquisição do bem de maneira imediata, uma vez que a contemplação ocorre por meio do sorteio ou do lance. O comum é que apenas um ou dois integrantes sejam agraciados por mês.

Sendo assim, não vai adiantar muito entrar em um consórcio de imóveis e pensar que você sairá do aluguel imediatamente. Será necessário arcar com as duas despesas ao mesmo tempo. Porém, se você já tem uma casa e deseja adquirir outra para locar, essa pode ser uma excelente opção.

Não se pode esquecer de que os grupos de consórcios contam com inúmeras pessoas que contribuem todos os meses para que um membro seja contemplado com a carta de crédito.

Por isso, embora sejamos otimistas, as chances de alguém ser sorteado logo no início são pequenas. Isso posto, é muito importante que as suas expectativas quanto ao tempo estejam alinhadas com a duração do contrato. O consórcio é uma ótima opção para quem precisa ter planejamento.

4. Levar em conta os reajustes

Um dos grandes benefícios dos consórcios é que não incidem juros sobre eles — os mesmos que estão presentes nos empréstimos bancários ou financiamentos, e que costumam pesar bastante no valor das parcelas.

Contudo, é preciso atentar para o fato de que isso não significa que a sua contribuição como consorciado não vai sofrer nenhum tipo de acréscimo. Afinal, para que o poder de compra da carta de crédito não se perca, ela é reajustada anualmente de acordo com o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC).

Dessa forma, as parcelas também são ajustadas considerando esse valor. Claro que, de toda forma, é bem menor que o peso dos juros nas demais modalidades de compra.

5. Avaliar bem o contrato

É imprescindível a análise de todas as cláusulas do contrato antes de fechar o negócio com a administradora.

Certifique-se de que você entendeu bem quais são os reajustes, a mensalidade, as condições sobre o prazo, as multas por atraso, entre outras regras. Confira alguns fatores que devem ser avaliados:

  • Dados das partes envolvidas: lembre-se de que, legalmente, é impossível cobrar algo de uma empresa se não há como provar que tem um negócio com ela. Portanto, verifique se a administradora dispõe de todas as informações legais, como CNPJ, endereço e formas de contrato;
  • Formas de contemplação: sorteio ou lance. Para que elas tenham validade, é necessário que constem no contrato de adesão. Então, não deixe de verificar se as formas de contemplação estão presentes no contrato;
  • Tipos de pagamento: o pagamento do lance pode ser realizado com recursos do participante ou descontando o valor da carta de crédito, também conhecido como lance embutido. Informações como essa devem constar no contrato;
  • Cláusulas relacionadas à inadimplência: quando as parcelas estão atrasadas, o consorciado perde o direito de participar das assembleias. É preciso analisar no contrato quais são as medidas tomadas em relação aos inadimplentes;
  • Descrição do bem ou serviço: um ponto muito óbvio, mas que pode muito bem trazer problemas no futuro. Então, observe com atenção como está descrito, no contrato, o bem, com o qual você será contemplado.

6. Verificar a possibilidade de dar um bom lance

Para que você não precise contar apenas com a sorte, é importante analisar se há a possibilidade de “apressar” o recebimento da sua casa, ou seja, se tem as condições financeiras para dar bons lances. Essa é uma ótima opção para aqueles que contam com um dinheiro reserva que possa ser utilizado para esse fim.

Se for o seu caso, é indicado que se faça uma pesquisa a fim de saber se a quantia que você tem é o suficiente para um lance vencedor.

Lembre-se: é possível ter R$ 20 mil, mas caso a média dos lances esteja em R$ 40 mil, será preciso voltar a depender da sorte.

Jamais se esqueça de que contratar um consórcio de imóveis é se comprometer com uma dívida de anos. Por esse motivo, é indispensável que se mantenha uma gestão bastante rígida das finanças pessoais, visando disponibilizar, todos os meses, determinada parte dos rendimentos para a compra da casa.

Então, tenha os seus gastos sob controle e projete as suas perspectivas financeiras para todo o período da participação.

O que achou destas dicas? Ficou interessado e quer investir em um consórcio de imóveis? Então, entre em contato conosco agora mesmo e saiba mais sobre nossos serviços!

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