Planejar é essencial para a aquisição de bens que exigem maior investimento. Se você não tem condições de pagar à vista por um imóvel ou por um carro, vale a pena conhecer como funciona o reajuste do consórcio.

Para isso, é necessário saber que o valor do crédito em um consórcio consiste no recurso financeiro que o cliente adquire para comprar o bem desejado.

Imagine que você opta, por exemplo, por comprar um automóvel que custa R$ 30 mil. Nesse caso, é possível pegar o veículo que desejar por essa quantia ou usar o dinheiro para iniciar a compra de um mais caro, sendo preciso completar o valor restante por conta própria.

Com a intenção de ajudá-lo a fazer um consórcio de maneira consciente, vamos abordar como são determinados o valor das parcelas e o reajuste do crédito.

Além disso, vamos destacar as regras do reajustamento e a influência do contrato nesse processo. Confira!

Entenda como é estipulado o valor das parcelas

Um cliente faz a aquisição de um crédito de R$ 40 mil, que deve ser pago em 40 meses. Essa quantia é dividida pelo tempo e considera outros itens, como:

  • taxas de administração;
  • fundo de reserva;
  • seguro.

Todos esses fatores determinam a parcela mensal. Ela sofre uma grande influência do período escolhido pelo consumidor para quitar o crédito.

Por isso, é imprescindível compreender como funciona o reajuste do consórcio para fazer um bom investimento.

Saiba detalhes sobre o reajuste do crédito

Além da mudança no valor da parcela, o reajuste influencia o valor do crédito, o que deve ser conhecido em detalhes.

Existem 3 tipos de reajustes, que correspondem a 3 modalidades de cotas.

O primeiro caso envolve a aquisição de crédito, reajustado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para a compra de um carro.

O reajuste ocorre anualmente e pode ser chamado de “aniversário da cota”. Ele acontece com o participante pagando uma cota durante o ano.

Esse mesmo processo também vale para os imóveis. Porém, a taxa de reajuste é determinada pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável por verificar os custos de obras no segmento de habitação.

O terceiro exemplo de reajuste abrange a tabela de preços determinada pelo fabricante.

Imagine que um cliente compra uma cota em um grupo para a aquisição de um carro Renault. Nesse caso, o consorciado não está comprando um crédito.

Na verdade, ele está investindo em uma marca. Por isso, o reajuste fica dependente das alterações de preço do automóvel e da marca escolhidos pelo grupo do qual o consumidor faz parte.

Essa mudança pode ser para mais ou para menos. Ela depende do valor do veículo segundo o reajuste, o que impacta diretamente no valor da parcela.

Veja como é feito o reajuste nas parcelas pela Embracon

No caso da Embracon, o reajuste do consórcio envolve duas situações: a cota não contemplada e a contemplada.

Com relação à cota não contemplada, o reajuste funciona para um veículo e para um imóvel da mesma forma. Imagine que o consorciado tem uma cota de R$ 40 mil e que a inflação anual do IPCA foi de 1%, por exemplo.

Nessa situação, foi aplicado 1% em cima de R$ 40 mil. Essa operação fez com que o crédito passasse para R$ 40.400,00. Isso faz com que as próximas parcelas sejam recalculadas com base nesse valor, algo que acontece anualmente, com base no índice de inflação utilizado em cada grupo.

Todo esse processo é definido no contrato. O cliente já sabe que o reajuste pode ser feito pelo IPCA, INCC ou fabricante. No caso do reajuste anual, a variação será no aniversário da cota.

Se o consórcio considerar a tabela da fábrica, o reajuste dependerá da avaliação da marca e não terá uma frequência definida, podendo ser mensal, trimestral, semestral ou anual, por exemplo.

Contemplado

Se o consorciado for contemplado e demorar para tirar o crédito ou escolher o que vai adquirir, o crédito de R$ 40 mil vai para um fundo de curto prazo e continua rendendo até a retirada do recurso financeiro.

Isso é diferente do reajuste do crédito, porque há um rendimento para o cliente, caso ele não queira usar o dinheiro no momento. Há também a opção de utilizar o recurso financeiro como uma aplicação de curto prazo.

Compreenda por que o reajuste é necessário

Caso não seja feito o reajuste do consórcio, o grupo fica sem saldo financeiro para pagar todos os participantes, o que aumenta o risco de os últimos a serem contemplados ficarem sem o crédito.

Isso acontece porque a inflação do IPCA e do INCC influencia no valor dos bens adquiridos.

Em um consórcio, todos os integrantes devem participar de maneira igual e respeitar os reajustes. A medida é necessária para que o bem seja entregue a todos, considerando as mudanças no valor das parcelas durante o contrato.

Esse procedimento é fundamental para que os últimos sorteados possam adquirir o bem desejado. Por ser um investimento de longo prazo, o consórcio exige que todos os membros estejam comprometidos em respeitar os valores e os prazos de pagamento.

Para o consorciado ter maior retorno do investimento, o ideal é ser contemplado na primeira metade do plano. Assim, ele estará sujeito a menos ajustes até o final do contrato.

Também é necessário que a administradora atue para evitar a inadimplência dos participantes e garantir que todas as regras sejam devidamente seguidas até o fim do consórcio.

A transparência é um aspecto cada vez mais valorizado por consumidores e empresas atualmente.

Mesmo que um participante seja contemplado, as parcelas serão corrigidas no aniversário da cota. Isso porque o grupo necessita de recursos para atualizar o crédito dos integrantes que não foram beneficiados.

Dessa forma, o consórcio atinge a principal meta: proporcionar a todos a compra de um bem em condições favoráveis.

Exemplo

Com o objetivo de ajudá-lo a entender como funciona o reajuste do consórcio, imagine que você aderiu, há dois anos, a essa modalidade de investimento para compra de um carro, cujo valor inicial era de R$ 50 mil.

O mesmo automóvel passou a custar R$ 52 mil, depois de 6 meses do começo do consórcio. Hoje, esse automóvel vale R$ 54 mil. Caso não aconteça o reajuste, somente os participantes que conseguiram a carta de crédito no primeiro semestre do contrato teriam condições de adquirir o veículo desejado.

Os demais teriam que comprar um automóvel mais barato ou completar o crédito para ficar com o bem previsto inicialmente.

Sem dúvida, participar de um consórcio é um bom negócio. Basta planejar o uso dos recursos financeiros e compreender como funciona esse investimento.

Para os que desejam ter mais informações sobre como é feito o reajuste do consórcio, é melhor assinar, agora mesmo, a nossa newsletter. Afinal, o conhecimento é peça-chave para usar o dinheiro com inteligência!

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