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Quem está interessado em comprar um bem ou serviço de alto valor geralmente pesquisa a possibilidade de um financiamento, ou como fazer um consórcio.

O consórcio é uma modalidade bastante procurada, pois, as parcelas costumam ser baixas e livre dos altos juros do financiamento. No entanto, alguns detalhes sobre o seu funcionamento não são conhecidos pelo público, fazendo com que muitas pessoas desistam de optar por ele antes mesmo de se informarem.

Para que você possa aproveitar todas as vantagens oferecidas, preparamos este artigo. Buscamos, com essas informações, elucidar os principais pontos a respeito das cartas de créditos oferecidas pelas administradoras. Continue a leitura e fique por dentro!

1. O que é o consórcio?

Fazer um consórcio, na realidade, é uma maneira de formar uma poupança para adquirir um bem ou serviço. Isso só é possível, pois, esta é uma forma de acesso ao recurso desejado por meio de um grupo que tem os mesmos objetivos.

Todos os meses, consorciados ou cotistas pagam um mesmo valor. A soma desse montante deve resultar no valor total do produto contratado. Em seguida, por meio de um sorteio, todo mês há um contemplado.

Os bens mais comuns comercializados por essa modalidade são:

São diversos os motivos que levam uma pessoa a integrar um grupo de consórcio. Quando não é para que ela mesma usufrua, serve para presentar:

  • um filho que acabou de passar no vestibular;
  • a filha que vai casar;
  • o casal que vai viajar em lua de mel;
  • o marido que deseja presentear a esposa com a tão sonhada plástica.

Os consórcios devem ser regulamentados pelo Banco Central do Brasil e cada um tem suas regras específicas. Você encontra no mercado variações de valor das cotas, prazos e formas de contemplação.

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Já pensou em usar o consórcio para pagar seu casamento?

2. Como saber se estou pronto para fazer um consórcio?

O consórcio exige que o cotista tenha no mínimo 16 anos. Se você já ultrapassou essa idade, pode selecionar um plano que atenda às suas necessidades.

Inicie as pesquisas pelas administradoras de consórcio autorizadas pelo Banco Central do Brasil. Após constatar quais são elas, é hora de encontrar planos que caibam no seu bolso.

Chegou a hora de verificar as cláusulas do contrato de adesão, que é o documento que vai formalizar a sua entrada no grupo do consórcio. Ele estabelece quais as obrigações da administradora e as da pessoa que adere ao serviço.

O contrato deve ser transparentes, legível e com cláusulas bem desenvolvidas. Se ficar com alguma dúvida, recorra a alguém que entenda do assunto, como um advogado. Caso resolva assiná-lo, exija uma cópia.

Preste atenção no contrato

É importante que ele traga as seguintes informações:

  • descrição do bem ou serviço e o valor, incluindo os critérios de correção do crédito a ser utilizado;
  • valor da taxa de administração e de fundo de reserva;
  • prazo de duração do grupo e número máximo de consorciados;
  • obrigações financeiras, contratuais, multas e outras penalizações devido a um eventual descumprimento;
  • periodicidade da realização das assembleias;
  • normativas para a contemplação por meio do sorteio e do lance;
  • condições de pagamento;
  • direitos e deveres do consorciado em relação à carta de contemplação e quitação do plano escolhido;
  • garantia de retirada do bem após contemplação via lance ou sorteio;
  • condições para a transferência dos direitos;
  • condições para inadimplência contratual que levam a exclusão do cotista do grupo associado ou cancelamento da contemplação;
  • condições para restituição de valores pagos caso seja necessário cancelar a cota.

Atrelada a todas essas questões, o interessado deve conhecer todas as possibilidades de adesão em um grupo de consórcios:

  • grupo em formação: fase em que a administradora ainda está reunindo o número de cotistas que serão o suficiente para atingir o valor proposto para a compra do bem, em que todos podem ser contemplados em um prazo determinado;
  • grupo em andamento: possibilidade de adquirir uma cota vaga diretamente com a administradora ou por meio de transferência de cotas, realizando a compra direta de um cotista, assumindo sua parte.

Em resumo, você está pronto para participar de um consórcio depois de escolher bem a administradora, avaliar o plano, o contrato de adesão e todas as formas para integrar o grupo de interesse.

3. Quais as diferenças entre consórcio e financiamento?

Embora apresentem algumas semelhanças, como por exemplo, a possibilidade de adquirir um bem de forma parcelada, o consórcio e o financiamento são coisas completamente diferentes.

As modalidades são executadas por meio de um contrato firmado entre duas pessoas, geralmente uma física e outra jurídica. Especifica-se, então, o destino dos recursos a serem pagos.

No caso do financiamento, o contrato é estabelecido entre o cliente e uma instituição financeira, em que se utiliza a alienação fiduciária ou hipoteca como garantia.

O procedimento é bastante simples: o cliente dirige-se ao banco ou ao local que está comercializando o bem desejado e confere as condições de pagamento. Caso resolva fechar o contrato, o banco adquire a posse e repassa ao cliente, que se torna devedor dessa empresa em questão, mas recebe a propriedade imediatamente.

Condições de pagamento diferentes

As condições de pagamento são compostas por de taxas de juros aplicadas durante a duração do contrato e a porcentagem do valor do bem que pode ser financiada. Geralmente, bancos e financiadores estipulam um montante que deve ser dado de entrada.

A taxa de juros é inversamente proporcional: quanto maior a entrada, menor será esse percentual e as parcelas serão menores.

Também é preciso que o cliente comprove sua renda, para que a financiadora possa avaliar se os seus ganhos são condizentes com o valor da parcela a ser paga. No entanto, as parcelas podem sair mais baratas caso sejam pagas com antecedência.

Consórcio não tem juros!

No consórcio não há a cobrança de juros, mas sim a correção do valor, e o bem ou serviço só é entregue após a contemplação. Essa vitória pode acontecer na primeira ou na última parcela, ou ainda, no momento em que o lance é dado e aceito como o maior do grupo.

Normalmente, a taxa de juros anuais do financiamento faz com que bem adquirido por meio do consórcio tenha um valor mais baixo do que o financiado.

4. Passo a passo para fazer um consórcio

Confira agora o passo a passo sobre como fazer um consórcio.

4.1 Adesão ao plano

Há três maneiras de aderir a um consórcio:

  1. procurar um grupo já formado em que haja cotas vagas;
  2. ocupar o lugar de um cotista que desistiu;
  3. comprar a cota de um participante por meio de transferência.

4.2 Pagamento da parcela

O pagamento das cotas é estipulado em contrato, tanto em termos de valores quanto nas normas para o reajuste. As parcelas incluem os valores destinados ao fundo comum, taxa de administração e fundo de reserva.

A garantia de participação do sorteio e a concessão da carta de crédito só é possível se todas as parcelas estiverem pagas em dia. O saldo devedor também pode ser antecipado, quitando as parcelas antes do vencimento.

Após a contemplação, o cotista deve continuar pagando o consórcio até que o valor final seja quitado e assim encerrar a sua participação no grupo.

4.3 Assembleia

As assembleias são reuniões mensais em que são feitos os sorteios e lances para que os consorciados selecionados recebam as suas cotas.

4.4 Contemplação

Ao ser contemplado nessa assembleia, o cotista recebe a liberação para adquirir o bem por meio da carta de crédito.

O sorteio é o ponto alto do consórcio, pré-determinado em contrato. Normalmente, acontece uma vez por mês.

Antes dessa data, o consorciado que deseja ofertar um valor como lance deve comunicar a administradora do consórcio o montante ofertado para tentar antecipar a carta de crédito.

4.5 Aquisição do bem

A aquisição do bem é feita pela carta de crédito, documento repassado ao consorciado no momento de sua contemplação. O cotista recebe o valor integral do bem ou serviço contratado por meio desta carta.

Com a carta em mãos, o contemplado pode fazer a aquisição do bem ou serviço de acordo com o que foi contratado. Caso a aquisição tenha um valor menor do que o recebido, é possível utilizar o restante para quitar as próximas parcelas. O mesmo vale para valores superiores, que podem ser complementados.

Se o documento não for utilizado imediatamente, o montante correspondente ao bem é investido em uma das aplicações autorizadas pelo Banco Central, previamente estabelecidas em contrato.

Em caso da contemplação por meio do lance, o valor ofertado é descontado da carta e o restante utilizado para a aquisição do bem, em que parte dele também pode ser destinado ao pagamento de taxas e impostos necessários para o seu uso e regularização.

No caso do consórcio de automóveis, a legislação permite utilizar até 10% do valor para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Os valores pagos são descontados do crédito.

5. Quais as principais regras?

Existe uma Lei Federal que regulamenta os consórcios no Brasil: a lei nº 11.795, de 2008, prevê normativas fundamentais para que o sistema funcione, delegando regras que vão desde a assinatura do contrato até a concessão da carta de crédito.

É essa lei que define que o Banco Central é o órgão responsável por normatizar, coordenar, supervisionar, fiscalizar e controlar todas as atividades relacionadas aos consórcios em território brasileiro.

Ou seja, qualquer empresa que deseja atuar como administradora de consórcios deve passar pelo crivo do Banco Central, que está habilitado para analisar criteriosamente a idoneidade da empresa e a sua capacidade de comprovar que está apta a honrar com os compromissos que venha assumir com os cotistas.

Paralelo a esse controle, a autarquia federal também vigia rigorosamente as atividades da administradora do consórcio com o objetivo de assegurar que essa idoneidade e solidez financeira se perpetuem, trazendo segurança para os consorciados.

Sendo assim, é possível afirmar que as normativas que envolvem os sistemas de consórcios são garantidos pelo Governo Federal e pelo Banco Central.

Confira as principais regras do consórcio

Podemos listar, como principais regras do consórcio, as seguintes questões:

  • em casos de desistência, é possível continuar participando dos sorteios ou dar um lance para receber o valor das parcelas que já foram pagas antes de desistir;
  • é possível quitar um financiamento bancário por meio da carta de crédito obtida no consórcio, após a contemplação por sorteio ou lance, desde que o consórcio diga respeito ao bem que será quitado;
  • é totalmente legal o oferecimento de consórcios de serviços como viagens, intercâmbios e cirurgias plásticas pelas administradoras de consórcio;
  • o Banco Central está autorizado a suspender as operações de administradoras que não respeitam o relacionamento com os clientes.

6. Como é calculado a prestação?

As prestações de um consórcio são calculadas com base em três elementos básicos:

  1. fundo comum: reúne o valor total do bem;
  2. taxa de administração: remuneração paga a administradora;
  3. fundo de reserva: reserva financeira para ser usada em caso de necessidade.

Sendo assim, o fundo comum é, basicamente, ao montante que o consorciado paga para que seja possível adquirir um bem ou serviço. Em conjunto, ele compõe o saldo para a contemplação mensal do grupo.

Já a taxa de administração é referente ao valor cobrado pela empresa administradora do grupo de consórcio. Aqui, é preciso haver cuidado para não confundir essa porcentagem com os juros cobrados no financiamento, pois, a administradora é livre para fixar esse percentual.

O fundo de reserva, por sua vez, é uma forma de proteção ao grupo. Dessa forma, os sorteios e a liberação do crédito podem ocorrer sem problemas caso haja inadimplência por parte de algum dos colegas.

Esses valores são estipulados após divisão pela quantidade de meses, participantes e demais atribuições estabelecidas em contrato. No entanto, essas parcelas sofrem ajustes periódicos.

Por que as parcelas têm reajuste?

Os reajustes compõem uma medida para garantir que o valor da carta de crédito seja compatível com o custo do bem que vai ser adquirido, seja qual for o momento da contemplação. Por exemplo, em um consórcio imobiliário, um imóvel que hoje custa R$ 150 mil, pode custar R$ 200 mil ao final do grupo.

Sem essa política, o valor do crédito contratado de início ficaria defasado por causa da inflação. Assim, os primeiros contemplados conseguiriam adquirir o bem sem problemas, enquanto os últimos não teriam o mesmo poder de compra.

Conheça os índices de reajuste

Para que isso seja evitado, os contratos preveem normas e cláusulas que estabelecem os reajustes, atualizando o valor da carta de crédito. Geralmente, são utilizados os índices de inflação do setor no qual pertence o bem, ou outra regra definida com antecedência.

Por exemplo, em um consórcio automotivo, é comum recorrer ao índice de aumento sugerido pelas próprias montadoras. Assim, o valor é atualizado sempre que a montadora lançar uma nova tabela de preços para os veículos em questão.

A consequência é o reajuste no valor das parcelas mensais, proporcionais a esse montante. Para saber os critérios de reajuste da sua carta de crédito, basta ler atentamente o contrato de adesão.

Vale lembrar que, mesmo após a contemplação, o cotista deve arcar com os reajustes até todos os membros do grupo tenham sido contemplados.

7. Dúvidas frequentes sobre o consórcio?

Estamos chegando ao final do nosso artigo! Como a proposta é elucidar ao máximo as dúvidas a respeito dos consórcios, reunimos nesses tópicos as principais dúvidas sobre essa modalidade.

Como faço para receber o saldo remanescente do fundo de reserva?

Após o término do grupo, a administradora deve encaminhar para cada cotista a existência de valores que devem ser devolvidos. Esse montante é rateado por todos os participantes de forma proporcional ao valor das parcelas.

Posso mudar o bem de minha cota de consórcio?

Desde que o bem esteja dentro do valor da carta de crédito, ou a diferença não ultrapasse 50% do valor do bem inicial, é possível verificar com a administradora a possibilidade de solicitar a mudança.

No caso dos veículos, posso substituir um bem alienado por outro?

O bem adquirido e alienado fiduciariamente poderá ser substituído de acordo com a autorização da administradora. É necessário apresentar os seguintes documentos:

  • cópia autenticada do (Certificado de Registro de Veículo (CRV) do bem substituto, com o respectivo gravame de alienação fiduciária;
  • nota fiscal de faturamento do bem substituto;
  • em caso de bem usado: avaliação específica de estado e valor do bem substituto, feita por pessoa jurídica indicada pela administradora.

Estou com parcelas em atraso, é possível voltar a pagar para reativar minha cota?

É preciso entrar em contato diretamente com a administradora e verificar como esse procedimento pode ser realizado.

Serei contemplado se quitar o valor total da cota?

Realizar o pagamento integral da cota não dá o direito do consorciado retirar a carta de crédito. A contemplação só ocorre mediante sorteio ou lance.

8. Quais os benefícios do consórcio?

Por fim, você já deve ter tirado suas próprias conclusões a respeito do quão benéfico um consórcio pode ser para que você finalmente realize os seus sonhos. Mesmo assim, fazemos questão de destacar algumas dessas vantagens:

Forma de investimento

O consórcio é um investimento, especialmente para aqueles que têm dificuldades em fazer uma poupança. Por meio dele, você tem o compromisso de pagar uma cota mensal que só pode ser usada para atingir um determinado benefício.

Baixa incidência de taxas

As taxas são baixas e não há juros. A taxa de administração corresponde a um percentual estabelecido com antecedência. Não há surpresa nos valores.

Liberdade para escolher o valor

O mercado de consórcios oferecem amplas opções de valores, tanto no montante total do bem, como para as parcelas. Não é difícil escolher uma que caiba no seu bolso.

Planejamento a longo prazo

Planejamentos a longo prazo, como presentear um filho com um automóvel aos 18 anos, são possíveis por meio do consórcio. Calculando valores e tempo de participação do grupo, o carro pode ser adquirido e totalmente quitado quando ele chegar a maior idade.

Ao mesmo tempo, é possível criar uma poupança paralela para custear os serviços de seguro, manutenção e impostos, evitando dores de cabeça e gastos extras na hora de adquirir o bem.

Sem necessidade de dar um valor de entrada

Se antes de optar pelo consórcio o indivíduo não se preocupou em poupar um valor, a aquisição do bem por meio dessa modalidade não exige uma quantia de entrada. O compromisso se dá somente pelo pagamento mensal.

Usar o FGTS

Assim como nos financiamentos, é possível utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ofertar um lance. Isso ajuda a aumentar a possibilidade de ser contemplado.

Menos burocracia para a aquisição

O mesmo vale para as pessoas que atualmente estão negativadas. É possível iniciar o pagamento do consórcio enquanto regulariza a situação do seu CPF.

Ingressar no grupo não envolve consultas ao Serasa, mas o nome deve estar limpo ao receber a carta de crédito.

Chegamos ao final do nosso artigo! Esperamos que todas as informações aqui listadas tenham sido de grande utilidade para você.

Você pôde perceber que o consórcio é mais que um simples meio de adquirir um bem ou serviço: ele é um instrumento de grande valia para aquelas pessoas que arcam com seus compromissos mensais, mas tem dificuldades em guardar dinheiro.

Assim, em vez de você abrir uma poupança ou fazer qualquer outro investimento para poupar, você deposita o seu dinheiro com um objetivo previamente definido.

Investimento com objetivo específico

Casas, carros, motos, intercâmbios e até mesmo cirurgias plásticas são o sonho de muitas pessoas. Aderir ao consórcio é uma forma de realizar esse sonho – e, não só, juntar dinheiro.

Se restou alguma dúvida sobre como fazer um consórcio, não exite em fazer contato com as administradoras e solucionar todas as questões necessárias para realizar um bom contrato.

A Embracon está entre as 5 maiores administradoras de consórcios do país, segundo o ranking do Banco Central. Agora que você já tirou as suas dúvidas, é bom momento para simular o consórcio. Escolha o seu bem, prazo e o valor das parcelas e contrate!

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2 Comentários

  1. Um absurdo a informação abaixo:

    SEREI CONTEMPLADO SE QUITAR O VALOR TOTAL DA COTA?
    Realizar o pagamento integral da cota não dá o direito do consorciado retirar a carta de crédito. A contemplação só ocorre mediante sorteio ou lance.

    • Amanda Goncalves Responder

      Oi, Thayna! Entendo que possa se sentir insatisfeita, mas é uma regra contratual. Realmente não é possível usar a carta de crédito, caso não esteja contemplada. Por isso, sugerimos que oferte o lance máximo antes da quitação, para que possa aumentar suas chances de contemplação, e não tenha que aguardar a contemplação quitada.

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